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Vela na naite bombada: fui a Nuth (e gostei!), pagode na Matriz

Ano passado estava saindo com uma moça que no decorrer do ano viraria minha (ex) namorada. Ela apreciava bastante hits de boates. Mas posso dizer que me poupou bastante desse tipo de noitada. Porém, o namorado de sua melhor amiga resolveu comemorar o aniversário na Nuth da Lagoa – tradicional boate da naite bombada carioca. Não havia desculpa para não ir. E ainda seria injusto privá-la de soltar os seus “u-hu´s” na pista.

Na fila para entrar não consegui disfarçar a minha cara de cu. Perto da porta ouvia o som seco da batida. Desespero. Lá dentro, a pista já estava cheia. Imaginei que o lugar fosse maior. O repertório me era familiar: remixies dos anos 80, New Order, Depeche Mode… Mais próximo da cabine, a primeira surpresa: Amândio, DJ da velhíssima guarda que tocava na Basement – primeira e finada boate de roquenrol que eu frequentei! A cara de cu começou a se desfazer.

Juventude dourada carioca marcando presença na Nuth

Juventude dourada carioca marcando presença na Nuth

Subimos. As paredes espelhadas da escada são na medida para a vaidade dominante. O repertório da pista de cima também me surpreendeu. Veio a segunda surpresa: nas carrapetas, Zé Roberto Mahr, outro dos tempos da Basement! Nunca imaginei que fosse ouvir Roberto Carlos e Aretha Franklin na Nuth! Em pouco tempo eu era o cara mais empolgado do grupo. Cheguei a receber olhares meio tortos de um pessoal no balcão quando bradava “Sociedade Alternativa”. A impressão era que a galera boiava com o repertório.

Apesar de estar acompanhado, pude conhecer um pouco do processo de abordagem da Nuth. Um sujeito chegou em uma moça do grupo e logo de cara informou ser morador de uma cobertura da Lagoa. Fiquei imaginando como seria a minha abordagem:

“Oi, tudo bom? Meu nome é Vela. Moro num cubículo no Catete. Quer transar comigo?” (obrigado, @rockbola2009)

Em tempo: o nobre morador da Lagoa não foi feliz em sua empreitada.

Era para ter sido uma noite chata, ruim, mas não. Posso dizer que fui na Nuth e me diverti bastante. Mas voltar lá são outros 500.

Pagode na Matriz

Nojento! Tchan!

Nojento! Tchan!

Casa da Matriz, lugar de festas descoladas. Rock, MPB, música eletrônica. Quem imaginava que um dia uma pista lotada fosse cantar em altos brados os pagodes que marcaram os anos 90?  Pois isso aconteceu graças à intervenção de @RonaldRios , @mitsudiz e a graciosa @brunasenos na festa “No Rock Yes Pagode”, no último domingo. Nem quando eu dava canja trash na Matriz tive culhão de tocar Molejo. E os caras simplesmente mandaram umas três ou quatro de Anderson Leonardo e cia. Comovente.

Quanto às músicas românticas, poucos ritmos bateram tão fundo nos corações do Brasil quanto o pagode 90´s. Ousaria compará-los a Vinícius de  Morais. Em alguns momentos eu conferia a reação dos seguranças, se eles cantarolavam alguma coisa. Tive vontade de cantar com eles, mas os distintos mantiveram o respeito.

Mas desvirtuar tanto assim tem seu preço. O repertório não é tão grande e por isso a periodicidade mês sim, mês não seria ideal. Uma festa dessa toda semana ou todo mês enjoaria rápido. Tocar uma hora de rap funciona. Inclusive, Rap do Magalhães foi outro momento antológico.

Quem sabe se um dia eles não tocam na abertura de um show do Molejão?

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