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O dia em que um cara vestido com a camisa do Flu me assaltou

Clichê dos clichês

Para ficar mais curto e charmoso, o título desse texto poderia se chamar “O dia que eu fui assaltado por um tricolor”. Mas não. Como disse um amigo meu, flamenguista, o cara deveria ser um rubro-negro que assaltou um tricolor, o matou e tomou a camisa dele.

Saía do samba na Pedra do Sal, no pé do Morro da Conceição. Era quase 1 da manhã, de segunda para terça-feira. Resolvi pegar uma carona rápida num táxi com um amigo que ia para Tijuca. Fiquei na esquina da Presidente Vargas com Rio Branco e andei até o ponto mais perto, na PV. Só havia mendigos dormindo ao redor do ponto, pouco iluminado. Passou um buzão que não me servia. Passou um táxi, que eu dispensei. Algo que havia acontecido meses antes ali me deixava com uma falsa segurança.

Meses antes…

Fui ao teatro no CCBB com a ex-namorada num domingo à noite. Nos encontramos no metrô da Uruguaiana e fomos caminhando sob as marquises da Presidente Vargas. Atravessamos uma horda de mendigos, a maioria já deitados ou encostados nas paredes e nos portões cerrados dos prédios. O máximo que um deles fez foi pedir um trocado. A coragem e a inconsequência me dominavam. Atravessamos a Rio Branco e ali, na lateral da igreja da Candelária, a mesma da chacina, uns três pivetões, envoltos a cobertores, levantaram e nos cercaram. Um deles puxou a bolsa dela, que estava comigo, mas eu não larguei.

Seguimos em frente achando que o pior já havia passado. Porém, poucos passos depois, no mesmo quarteirão, um cara de bermuda, camisa e tênis, que de início não apresentava ameaça, se aproximou, tirou uma faca de uns 30 cm debaixo da camisa e exigiu a bolsa. Ainda acometido da coragem e inconsequência, empurrei a ex e gritei “corre!”. Diante do marginal, tentei driblá-lo tal qual um Neymar ou um Wellington Silva. Não sei se foi porque eu apresentei resistência, mas o sujeito desistiu. Segui em frente, reencontrei minha partner e ainda cruzamos com um casal gringo. Tentamos alertá-los do perigo, mas eles seguiram pelo mesmo caminho que viemos.

Acham que o perigo havia passado? Não. A peça em questão era a da Clarice Lispector. Uma bomba que até a ex, uma estudiosa da autora, detestou.

Sensibilizada com o perigo que enfrentei para prestigiá-la, Lispector faz o sinal da paz

De volta ao ponto de ônibus…

Percebi que um sujeito se aproximava. Mas quem iria me assaltar depois do que tinha acontecido? Me sentia imune, tomado por uma segurança inconsequente. Não era um, mas dois, vindo de direções diferentes. Um deles, usando uma camisa falsificada do Fluminense, foi logo pegando a minha camisa, na altura da barriga, e me apontando uma faca, menor do que a que eu havia enfrentado meses antes. Mas eu estava imobilizado. Gritavam pela carteira e pelo celular. “Porra, eu sou tricolor!!! Tricolor assalta tricolor? Que vacilo!!!”, apelei pateticamente. O vacilo era meu, de estar dando aquele mole, implorando para ser assaltado. O segundo mexeu nos meus bolsos. Comecei a gritar, agora como se eu estivesse dirigindo o meu próprio assalto. “Tira só o dinheiro, deixa os documentos!!!”. “Deixa o chip do celular!!!”. A dupla foi embora com 20 reais e meu celular, com o chip que um deles tentou tirar com a boca, mas não conseguiu. Um sujeito, que se identificou como segurança do tribunal chegou depois. Uma moça ainda me ofereceu dinheiro para a passagem. Recusei e agradeci. Tinha Rio Card. Caminhei tenso, até a Rio Branco, sem sinal de polícia, onde peguei um ônibus.

Ah, sim: na véspera o Fluminense havia perdido para o Flamengo por 5 a 3…

A volta à Pedra do Sal pós assalto

Veio o carnaval e na volta de Recife ainda não tinha ido à Pedra do Sal. Até a segunda-feira da última semana. Acabou servindo para me despedir de uma pessoa muito especial, que foi morar fora do Brasil. Na hora de ir embora, fui até o primeiro ponto de ônibus da Rio Branco, logo depois da Praça Mauá, sempre movimentada. Fiquei atento ao redor. Enquanto esperava pensava nos perigos e nas despedidas da vida… O buzão chegou. Passei pelo ponto onde fui assaltado. Além de bastante iluminado, havia carros da PM e do Exército, além de um ônibus aparentemente batido. Depois soube que se tratava de um acidente de trânsito de um motoqueiro militar que fazia a escolta do Lula. Mais seguro, impossível.

Na véspera o Fluminense havia vencido o Botafogo por 2 a 1, de virada.

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O dia em que torci contra o Fluminense

Após relatar no post anterior meu drama ao assistir a um jogo do Flamengo entre os urubus, lembrei de outro fato inusitado na minha vida: o dia em que torci contra o Fluminense.

Trabalhava no CFZ, cobrindo o time do Zico (fazer o que? Tenho contas pra pagar…). Os juniores disputavam a Taça OPG, espécie de sub-campeonato estadual inventado para preencher o calendário. O CFZ tinha um time certinho, jogava ofensivamente e na primeira fase foi o primeiro do grupo, deixando o Flamengo em segundo. Passou pelo Madureira nas quartas e nas semifinais pegaria o Fluminense.

E agora? Pra quem eu torceria? Contra o Flamengo foi fácil, CFZ de coração. Mas e naquele momento? Acabou falando mais alto o velho clichê de ser profissional. Além do mais, estava convivendo com aquele grupo e dava gosto vê-los jogar.

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Alojamento da molecada em Xerém. Das poucas coisas boas no badalado Vale das Laranjeiras

Na primeira partida, em casa, o CFZ dominou e teve pelo menos dois pênaltis a favor ignorados pela arbitragem. O apito amigo constrangeu até Renê Simões, então treinador dos profissionais do Flu. Na volta, em Xerém, o temor era que o juiz garfasse o CFZ deliberadamente. Temor até então infundado no tempo normal e na prorrogação, quando os dois times não saíram de um 0 a 0 bastante disputado, mas sem polêmicas. A vaga para a final contra o Botafogo seria decidida nos pênaltis.

Parênteses: cheguei cedo a Xerém junto com o time e para passar o tempo fui conhecer o tão badalado Centro de Treinamento Vale das Laranjeiras. Achei bem fraquinho. O campo principal é duro pra burro, os vestiários toscos e os campos secundários me pareciam largados. Tentei, na encolha, tirar uma foto com Assis, coordenador das divisões de base, mas não havia encontrado o carrasco rubro-negro. Fecha parênteses.

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Xerém é a fábrica e Laranjeiras, a loja. Se bem que ultimamente alguns produtos não chegam nem na loja

Posicionei-me atrás do gol para tirar fotos. Do lado de fora das grades um torcedor do Fluminense gritou para que eu saísse da frente do cinegrafista do clube, que estava mais atrás. Disse que estava ali trabalhando. “Pra quem?”. “Pro CFZ!”. Pra que eu fui dar ideia? O cara passou a me provocar. Comecei a cogitar a bizarra hipótese de entrar na porrada com um tricolor! As provocações passaram para os jogadores do CFZ. “Bate o pênalti que nem o seu patrão!!!”, gritou o maluco, lembrando da Copa de 86.

O goleiro do CFZ havia defendido uma cobrança e se o Flu perdesse a última seria eliminado. O goleiro defendeu de novo, exatamente da mesma maneira que a anterior, mas o bandeirinha alegou que ele havia se adiantado. Protestos e nova cobrança. E de novo outra defesa, do mesmíssimo jeito. E o bandeirinha anulou outra vez! Na terceira tentativa, gol do Flu e a decisão foi para as cobranças alternadas, quando o time da casa levou.

O time azul partiu furioso pra cima do bandeirinha, que tomou alguns sopapos e uma bela voadora. A polícia entrou em campo e isolou a arbitragem. Alguns jogadores do CFZ choravam de tanta raiva. Naquele momento Assis, que eu não tinha visto até aquele momento, adentrou no gramado para tentar acalmar a situação. Já não tinha mais vontade de tirar fotos. No máximo falar algo como “Poxa, ídolo, precisava roubar pra ganhar?”.

O dia em que assisti a um jogo na torcida dos Framengo

Em homenagem ao pentacampeonato rubro-negro, recordo a primeira e (espero) única vez em que assisti a um jogo do menguinho no meio da MAIOR TORCIDA DO “MUNDU”.

upload – Pra quem tá chegando no espaço agora, sou Tricolor de Coração, filho e neto de rubros-negros – o outro avô era América, mas aí não conta. Aquele avô foi, inclusive, corredor pelo Flamengo. Mas graças ao meu relapso pai, meu tio fez a minha cabeça e me tornei um distinto torcedor do Fluminense Football Club – fecha upload.

Outubro de 2007. Ciceroneava uma mexicana pela cidade. Cristo, Pão de Açúcar, praia… Ela quis ir ao Maracanã, mas naquela semana o único jogo era Flamengo x Corinthians, pelo Brasileiro. Sob o comando do papai Joel Santana o menguinho vinha de uma arrancada incrível, da rabeira rumo ao G-4. É bom lembrar que o time tinha jogos atrasados e levava a vantagem ao saber quais resultados precisava. Já o timãozinho lutava desesperadamente contra o rebaixamento, o que se concretizou na última rodada para alegria da nação.

Fomos com a galera do hostel da mexicana em uma van. Hostels e agências de viagem funcionam como “cambistas oficiais”. Eles sempre têm ingressos para jogos cujas entradas se esgotam, como era o caso daquela partida. Os bilhetes geralmente são adquiridos por fora, com pessoas de dentro do Maracanã. Além disso, praticam ilegalmente a venda casada (ingresso + transporte). E vendem bilhetes de meia-entrada como se fossem de inteira. É pegar ou largar.

Sabia onde estava me metendo e tentei sem sucesso passar em casa pra deixar minha câmera. Para a segurança da turistada, chegamos 2 horas antes da bola rolar. Dois flanelinhas quase se estapearam quando a van chegou. O estádio ainda estava vazio e ambulantes tentavam vender camisas falsificadas. A mexicana quis a do Flamengo. Proibi. Já havia explicado para ela o significado daquele clube. Não poderia permitir que ela levasse uma recordação tão ruim do nosso país. O camelô ficou puto, o que me deixou ainda mais orgulhoso da minha boa ação.

A favelada foi chegando e os gritos se intensificando. Só consegui acompanhar o “ão-ão-ão segunda divisão” pros curintiano. Cantava baixinho “Tu és, time de otário e cuzão! Puta, viado e ladrão! Adeus Mengoooo”. Estava numa situação realmente difícil. Apesar de dois times malditos não me restava outra opção senão torcer contra o Flamengo. Esta foto expressa um pouco o meu sentimento.

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Percebi que minha manifestação de carinho havia despertado suspeitas e comentários de pessoas próximas e pouco amistosas. Parei antes de ser desmascarado, até porque a bateria da câmera tinha acabado. O jogo começou e o Curintia marcou. Tive que me conter. O menguinho empatou. Desespero! Veio a virada com uma pancada do Roger Chinelinho. As pessoas começaram a se abraçar e antes que a gentalha encostasse em mim agarrei a mexicana com todas as forças. No final, lamentei um gol incrível perdido pelo curintia. Fim de jogo. Mais emoções estavam por vir.

Na frente do banheiro, um amigo em êxtase passou na minha frente e inacreditavelmente não notou a minha presença. Até hoje ele se lamenta de não ter me visto. Diz que se me notasse teria apontado pra mim e gritado “É tricolor!!!”. Talvez eu não estivesse aqui para contar isso. Que amigo… Uma das gringas (uma européia, acho) tinha perdido as sandálias e pisava descalça numa poça imensa perto do banheiro. Um playboy gritava “Ih, ih, ih, tá pisando no xixi”. Comovente.

Estava são e salvo na van. Um gringo perguntou onde seria a festa de halloween. Era dia das bruxas. Tudo a ver com aquele jogo. A guia criticou o cartaz do MV-Brasil, “Halloween é o cacete, Brasil país cristão”. O rádio tocava Jorge Vercílo.

Confira os melhores momentos do jogo na narração vibrante de Cleber Machado

O dia em que Deus me sacaneou

Tudo começou quando fui batizar meu sobrinho, mês passado. Para tanto, tive que fazer um curso de batismo junto com a madrinha e a mãe, respectivamente minha tia e minha irmã. Seriam duas tardes de sábado recordando os preceitos católicos que eu esqueci e larguei faz tempo. Sim, não sou mais católico. Além disso, critico, implico e faço piada com a religião. Ou seja, não respeito.

Para piorar, a igreja escolhida foi a de São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo. Minha reação natural foi ir para a primeira aulinha com a camisa do carrasco Assis. Enquanto a mulher da paróquia nº 1 falava sobre as peregrinações de Jesus, logo me vinha à cabeça a Vida de Brian. Soube que minha missão como padrinho era levar a criança na igreja. Se dependesse de mim ele continuava pagão.

Depois da primeira aula, tivemos que a assistir à missa para só então nos inscrevermos e assegurar a data do batismo. Após algumas questões, a mulher da paróquia nº 2 me perguntou se eu era católico.

– Tem que ser católico pra ser padrinho? -, retruquei surpreso.

– Claro que sim! Você não é?

– Ele é sim, tá de brincadeira! -, interferiu minha irmã antes que eu botasse tudo a perder.

Fomos orientados a voltar lá durante a semana para garantirmos a data. Voltamos e a mulher da paróquia nº 3, que em muito me lembrava Jabba the Hutt, disse que a inscrição só poderia ser feita no sábado seguinte. Diante da burocracia da fé, minha irmã quase chutou o balde. Finalmente, depois de certa insistência, Jabba aceitou colher nossos dados novamente.

Jabba_the_Hut

O naipe era mais ou menos esse

– Vive com alguém?

– Sim, com Jesus Cristo…

– É católico?

Silêncio dramático e sorriso irônico nos lábios.

– Ele é sim! -, interveio minha irmã novamente.

– Quero ouvir ele dizer! -, decretou Jabba.

– Sim, sou católico -, mantive o sorriso nos lábios.

No sábado seguinte, depois do curso finalizado e me sentindo preparado espiritualmente para o batismo, veio o primeiro castigo. Minha tia disse que, na minha ausência, Jabba comentou que o padrinho não precisava fazer o curso, apenas a mãe e a madrinha. A revolta tomou conta do meu ser e passei a proferir uma série de impropérios e heresias contra aquela senhora e a instituição da qual ela pertencia.

Chegou o dia do batismo. Havia mais quatro ou cinco famílias em busca da pureza para aqueles pequenos seres humanos. Sábado de manhã, sentia sono, estava meio alheio àquilo… Com o moleque batizado, era chegada a parte da cerimônia em que os padrinhos eram chamados na parte da frente, levando velas que eram acesas pelo padre.

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Momentos antes da resposta dos céus

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A vela e o Vela

Notei que o pavio da minha vela estava mais forte do que o normal. O que não impediu que meu pensamento voasse para milhas de distância dali. De repente, percebi minha mãe sentada lá no fundo, tentando me avisar alguma coisa. A cera havia pingado no babado da vela que começou a pegar fogo. Atenções todas voltadas para mim. Assoprei uma vez e não apagou. Tentei de novo e consegui. Nunca fiz as pessoas rirem tanto na minha vida. Tive o meu momento Mr Bean involuntário. Não sabia se ria ou se sentia vergonha. Depois da cerimônia, a família e amigos me sacanearam. Meu pai foi certeiro: “Pô, isso foi acontecer logo com o Vela!”.

Ao menos o Lá de Cima me poupou de aparecer nas pegadinhas do Faustão. Na minha família só tiraram fotos. E aparentemente no You Tube não há registro algum do ocorrido.

Ainda dentro da igreja, entendi o recado. “Tá vendo, malandrão? Falou mal de Mim na Minha casa, agora chupa! Ou melhor, assopra!”.

Moral da história: nunca use babado na vela. Além do risco de incêndio, é esteticamente ridículo. Melhor correr o risco de queimar os dedos com a cera.

Momento loser – o dia em que tomei uma vaia no Canecão

Já tocava havia um tempo com o Perdidos na Selva, talvez a mais ativa banda cover dos anos 80 do Rio. Meu saco pras musiquinhas dessa década já estava murchando, quando a banda marcou um show no Canecão, palco mais tradicional da cidade. Boa! Ia pisar no mesmo palco onde os Ramones bombaram, Echo and The Bunnymen fez o melhor show da história do grupo e Elymar Santos despontou para o estrelato.

Para uma ocasião tão especial, pensei numa sequência matadora. Era setembro de 2005 e o mensalão comia solto. Tive a brilhante ideia: tocar “Lula-lá” seguido de “Inútil” e “Lugar Nenhum”. Seria um protesto e tanto, pensei.

Dusek achou que eu era o seu teclado

Dusek achou que eu era o seu teclado

A banda costumava convidar uma galera famosa em cada apresentação. Naquela ocasião, um deles era o Eduardo Dusek, que ao me ver no camarim não se conteve: “Nossa, você é tããão parecido com o Renato Russo!”. Sorri amarelo e ele felizmente percebeu que ia ser barrado no baile.

Fui para o palco e logo constatei que seria novamente vítima de uma prática comum das casas de show: limitar o som do DJ. O volume não era o suficiente para agitar a galera, nem com aquela indefectível música do Information Society, “Vai tomar no cu”. Meus pedidos eram ignorados pelo maldito sujeito da mesa de som. Já estava puto quando botei em execução a sequência que me consagraria.

“Lula lá, cresce a esperança / Lula lá, o Brasil criança…”

A massa, que até então ignorava minha performance, despertou. As vaias começaram pequenas e logo ecoavam por todo ambiente. Era para ser só um trecho da música. Mas, para piorar a situação, não conseguia achar o cd do Ultraje. Peguei o dos Titãs e taquei “Lugar Nenhum”. Mas a casa já havia caído. Me sentia como se estivesse broxado diante da multidão. Ao menos naquela época câmera digital era artigo de luxo. Não precisei tomar atitudes como Rafael Cortez ou Daniela Cicarelli para manter a minha honra.

Como não há nada ruim que não possa piorar… Depois do show, voltei ao palco para o encerramento. Mas a plateia ensandecida queria a banda de volta. O som continuava baixo e, para deleite da massa, a banda voltou e me cortou no meio da segunda música.

Depois dessa retumbante experiência toquei pela derradeira vez com a banda meses depois, no Mourisco de Botafogo. Era um festival com a participação do meu ídolo e pedófilo DJ Marlboro. Era uma noite de sexta-feira, marcada pelo último capítulo da novela das oito e por um dilúvio. Não preciso nem dizer que foi um fiasco.

DJ Wella atualmente anima festas de swing