Vela na naite bombada: Barrados no Baile, Bar da Rampa, Soul de Santa…

Barrados no Baile

Medo, muito medo... (foto roubada do http://festa90.blogspot.com/)

Depois de devidamente sugado até não poder mais, os anos 80 vão dando lugar aos 90 na naite bombada carioca. A festa Barrados no Baile aposta firme no pop e nas tosqueiras daquela década, tipo Macarena. Mal comparando com a Ploc dos primórdios, que era até interessante, a BB arrisca muito pouco. O ponto alto é o funk. O rock fica só pro final, super clichê: Smeel like teen spirit, Sweet child o´mine… E na boa: deixar Molejo de fora é uma falha imperdoável. Mas pra galera soft playboy, público da festa no Cinematheque, serve bastante. Ao menos não esbarrei com ninguém fantasiado de Power Ranger ou de Banana de Pijama. Um dos DJ´s é repórter do programa Fuzuê, que cobre de forma um tanto quanto eclética a naite bombada carioca. Cerveja cara.

Vinil é arte

Encaro esse culto ao vinil como algo para pessoas excêntricas e metidas a sofisticadas, como o Ed Motta. Mas a galera da Vinil é arte, que vem rolando na Casa de Jorge, na Lapa, demonstra uma paixão aparentemente autêntica pela bolacha. Até porque tem que gostar muito pra, com pouca luz, acertar a agulha na faixa certa. Festa que toca Puteiro em João Pessoa, dos Raimundos, pra mim tem moral. Assim como uma do Mundo Livre que eu não nunca tinha ouvido numa pista, A bola do jogo. A frequência é daquela galeria descolada, que ainda deve ter vitrola em casa. Cerveja barata, mas só tem Itaipava.

Soul de Santa

Não me ligo muito nesse papo de “festa com gente bonita”, mas nesse quesito a Soul de Santa peca – pelo menos na vez em que eu fui. Só um exemplo: na hora em que Elizeth Cardoso cantava “tem gente que já está com o pé na cova”, dei de cara com uma mulher que representava bem esse trecho de Eu bebo sim. A sede da SS é um casarão interessante, aparentemente habitado quando não há festas. Foi curioso notar no segundo andar a porta de um quarto encostada e um moleque lá dentro, no seu quarto, enquanto a festa rolava solta. Não dá para dizer que o clima é despojado. Tanto que um cara, de calça de moleton do Flamengo, sem camisa e de chinelo pegou uma das poucas mulheres interessantes. A SS é realmente um tanto quanto louca.

Estrela da Lapa

Na semana santa recebi uma galera do Recife ávida por um samba na Lapa. Com o Democráticos fechado, as filas no Rio Scenarium e no Carioca da Gema, o Estrela da Lapa acabou salvando a situação. Lá, o Galocantô mandava o seu já manjado, porém competente e honesto samba. O público do lugar é uma espécie de happy hour de dia de semana (temo que isso não explique direito). Não há casais dançando, e os que dançam, dançam mal (como se eu fosse o rei da malemolência). Mas o melhor da noite foi o DJ Aílton Áreas. Não me lembro de ter ouvido tantos ritmos diferentes em uma noite só. O cara não tem vergonha de enfileirar todos os hits do Black Eye Peas, manda os pancadões do funk e no final da noite alopra com House of pain (Jump around) e Beatsie Boys (No sleep till Broklin). Fui embora quando começou o set grunge. DJ Aílton Areas é garantia de diversão.

Bar da Rampa


Se você souber de alguma festinha ou de um samba no Bar da Rampa do Clube Guabanara, não deixe de ir. Se o som, a galera ou qualquer outra coisa não lhe agradar, o visual da Enseada de Botafogo garante a presença. Vale a pena ficar até o amanhecer, sentar no deck e ver o Pão de Açúcar surgindo na sua cara. A entrada geralmente é baratinha, 10 a 15 reais, e a cerveja é de garrafa. Peguei a parte final de uma festa com uma galera descolada, aquela super antenada com as novidades e ligada nos clássicos, manjou? No som, Feira de Acari, do MC Batata, e Mutantes. Se ainda não bombou, tem tudo pra bombar.

Discoteca Básica

O flyer da festa era bem atraente. Capas de discos clássicos, como Nevermind e Cabeça Dinossauro. E em um lugar que abriga várias festas bacanas, a Casa de Jorge, na Lapa. O DJ manda até um feijão com arroz interessante, Gorillaz, Clash. Tudo caminhava razoavelmente bem até o show de uma banda inspirada no Joy Division. O vocalista falava umas coisas esquisitas, daí vinha um som deprê, bem semelhante aos fãs do grupo. Seria melhor se a banda seguisse Ian Curtis e se matasse no final do show. Começo vacilante pra festa, cujo nome foi muito bem inspirado na coluna da finada revista Bizz. Que os produtores escolham uma atração melhor da próxima vez (ou nem tenha show) pra festa não virar passado.

E…

Casa da Matriz sofrendo com a falta de luz. Que fase! Furnas tá ali do lado. Por que não fazem um gato?

Ardida virou festa grande e já não cabe na Casa Rosa. Tal como a Maracangalha, que no dia 20 ocupa o Circo Voador com o Exalta Rei, bloco que anuncia horário, mas sai em outro. É aniversário do Roberto Carlos. Já pensou no clima de comoção se a Lady Laura capota?

Parabéns à molecada de 20 anos com suas festas de nomes fofos – Chocolate Party, Ice Cream – e filas gigantes. Graças a vocês, que colocaram a mão na massa, a noite do Rio foi invadida com estilo pela pirralhada. Se eu tivesse 10 anos a menos também estaria nessa.

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