Vela na naite bombada carioca!

É isso aí, amiguinhos. Depois de analisar as festinhas dos anos 90, pretendo relatar com alguma frequencia minhas incursões pela naite bombada carioca. E a estreia é em dose dupla – o Baile Curinga e a festa Coordenadas, que agitaram a cidade neste findi! U-HU!

Baile Curinga

A pilha inicial era ir na Coca Cordial, um esquema funk trash no igualmente trash Hotel Paris. Mas na porta não deixaram ver como tava lá dentro, então era melhor não arriscar. Uma rápida consulta no jornal ajudou a definir o destino. O Baile Curinga rolava ali perto, com show do bloco Exalta Rei. Antes de subir, perguntei para a dona da gafieira Elite se o lugar possui atestado de liberação da Defesa Civil. Sim, segundo a própria. Mas seria legal exibir o documento ali na porta, só por precaução, sei lá…

O bloco já estava tocando. Pelo menos eles se apresentaram na hora programada. Diferente do carnaval, quando já no primeiro (e único) ano de desfile deram uma de megabloco e saíram antes do horário anunciado, encerrando o desfile quando um monte de gente chegava na Urca. O show até que é legal – destaque para versão japonesa de “Debaixo dos caracóis” – mas vendo-se uma vez já basta (# ressentimentofeelings).

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A festa é formatada por jornalistas e gente de internet, o que acaba atraindo uma galera despojada (eufenismo pra gente largada e pouco atraente). Um roquenrol honesto e não muito óbvio rola nas caixas de som, que podiam ser um pouco mais potentes. Tem espaço pra gracinhas, como a música tema do Chacrinha. Falando no Velho Guerreiro, nada se cria e tudo se copia, inclusive nas pistas. O DJ arriscou um technobrega e uma versão de Crazy, do Gnarls Barkley, no estilo Dancing Cheetah. Não pegou. Mas nada que um Los Hermanos não recuperasse.

Festa Coordenadas

Encerrando um festival de filmes de montanha, a edição de sábado trocou o sobrado da Rua Carioca por um clube meio largadão entre o aeroporto Santos Dummont e o MAM. O DJ Dodô tocou em um salão grande, mas abafado e onde o som parecia de playground, dando um pouco de eco.

Um corredor estreito ao lado da piscina levava para a outra pista menor, onde o som saia estourado das caixas. Uma sequência do DJ me lembrou os tempos de matinê do Tijuca Tênis Clube – Man in the box, do Alice in Chains, Epic, do Faith no More, e Give it away, do Red Hot. Mas a galera parecia só estar a fim de fazer social.

De volta à pista maior, Dodô arriscava pouco para segurar a pista e mandava os hits de sempre. Ao menos, o visual compensou, principalmente pra quem ficou até o fim.

Se a festa rolar outra vez por lá, seria simpático da parte dos envolvidos permitirem o acesso à piscina, o que certamente contribuiria para uma maior socialização entre as pessoas.

coordenadas

Foto roubada daqui

Como está namorando, Vela evitará falar sobre os quesítos mulherísticos…

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